Outras entidades a quem pode recorrer para informação/apoio:

144 - Emergência Social (24h)

800 202 148 - Serviço de Informação a Vítimas de Violência Doméstica (24h)

808 222 003 - Sexualidade em Linha (dias úteis das 1​0h às 18h​)

808 242 424 - Linha Saúde 24 (24h)

808 252 257 - Linha SOS Imigrante (dias úteis das ​9h às 19h​)

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a MGF compreende todas as intervenções que envolvam a remoção parcial ou total dos órgãos genitais femininos externos ou que provoquem lesões nesses órgãos por razões não médicas. Pode ser feita entre os 0 e os 14 anos, poucos dias após o nascimento, antes da rapariga se casar e/ou após a 1ª gravidez. O procedimento é realizado em meninas e raparigas e varia entre países e regiões. No entanto, tem uma maior incidência no Continente Africano. Dados da OMS estimam que mais de 130-140 milhões de mulheres, raparigas e meninas tenham sido já submetidas à MGF e que cerca de três milhões se encontrem anualmente em risco de vir a ser mutiladas. A MGF constitui uma violação grave dos direitos humanos de meninas e mulheres e uma forma de violência com base no género!

De acordo com a OMS existem 4 tipos de MGF:

Tipo I – Clitoridectomia: Remoção parcial ou total do clítoris e/ou do prepúcio do clítoris.

Tipo II – Excisão: Remoção total ou parcial do clítoris e dos pequenos lábios, com ou sem excisão dos grandes lábios (excisão).

Tipo III – Infibulação: Estreitamento do orifício vaginal através da criação de uma membrana selante, pelo corte e aposição dos pequenos lábios e/ou dos grandes lábios, com ou sem excisão do clítoris.
 
Tipo IV: Todas as outras intervenções nefastas sobre os órgãos genitais femininos por razões não médicas, por exemplo: punção/picar, perfuração, incisão/corte,
escarificação e cauterização.